sábado, 31 de janeiro de 2009

Entrevista com Shimon Peres

Folha de São Paulo 31/01/2009

Pg. interna – Mundo-a13

Dialogo entre EUA e Irã desagrada Israel.

Presidente Shimon Peres diz em Davos não crer em negociação com ”fanáticos religiosos”. Israelense também não aceita negociar com o Hamas e diz que dá por encerrado incidente da véspera com o primeiro-ministro turco.

Hamas e OLP

Peres insiste também na tremenda complexidade da questão israelo-palestina”pelos 2000 anos de história pelas religiões-[sempre as religiões a impedir a paz entre povos raças e etnias] obs. [essa inserção é minha] [que tem locais sagrados na região] e pelas emoções” que o tema desperta. Tanto é assim que todas as sessões sobre oriente médio realizadas em Davos tiveram lotação completa, mesmo em meio á uma crise econômica, que é o tema preferido pelos empresários, - a clientela em Davos. A folha disse a Peres que ele era do tempo em que considerava a OLP e seu líder máximo Yasser Arafat ”terrorista”, o que não impediu negociação os acordos em Oslo - o ponto mais próximo da paz á que chegou.”Seria possível ainda no seu tempo de vida, idêntica negociação como Hamas?” <os tempos são outros,esperamos pela paz há mais de 60 anos, não devemos contemporizar - temos que negociar,paz por terra, seria uma solução? A existência de Israel não tem preço,é inegociável. A única solução seria dar aos palestinos, mais terras, tornando viável um território independente, vivendo em paz e segurança, junto a Israel que lhe daria toda sustentação possível.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Reunião de Davos

Folha de São Paulo 30/01/2009

Pg.a12-mundo

Obs: Desta vez me obrigo a modificar a manchete: Israelense briga com amigo turco em Davos [cidadezinha na Suíça que é palco, todo janeiro, dos encontros do fórum econômico mundial. Em primeiro lugar, foi o primeiro-ministro turco Recep Tagyp Erdogan – que discutindo com o presidente israelense Shimon Peres sobre a guerra em Gaza [provocada pelos radicais do Hamas] com lançamento -de foguetes sobre varias cidades de Israel, provocando mortes entre civis alem dos danos materiais; Erdogan passando por Peres,e pelo secretario geral da ONU, reclamou do mediador ter cortado sua palavra. Erdogan fez questão de defender um tema caro aos judeus,ao dizer que “o anti-semitismo é um crime contra a humanidade”. Mas engatou “a islamofobia tambem é um crime contra a humanidade”. No que foi efusivamente abraçado, pelo secretario geral da liga arabe - Amr Mussa. Éssa é uma ação entre “amigos” devo frisar,-esse abraço diz tudo; Shimon Peres lendo a carta de constituição do Hamas, que pede a morte de todos judeus-[outro Hitler no pedaço-] e gritou: ”a tragédia de Gaza não é Israel ,é o Hamas, uma ditadura feia, muito feia” essa frase ditada educadamente pelo presidente israelense –mostra ao mundo como a democracia é exercida por Israel. Contra fatos não existe argumentos.a ONU defende: quando um país soberano é atacado tem todo direito de se defender com todos meios possíveis, foi o que Israel fez,e continuará a fazer quando atacado. Fim de papo? Não, continua na próxima edição.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Bispo Anti-Semita

Folha de São Paulo 29/01/2009

Manchete pg. interna a12:

“Papa condena revisionismo do Holocausto; rabinato corta laços.”

Causou repudio público, o britânico bispo Richard Williamsom, que recentemente negou o extermínio sistemático de judeus nos anos 30 e 40 e a existência de câmaras de gás. “Se não bastasse esse anti-semita assumido” ir contra fatos documentados pelos nazistas. Os alemães documentam tudo que se passa – inclusive execráveis matanças de civis inocentes, para apresentarem aos seus superiores, no caso o furioso assassino - furher Adolf Hitler e assim obter sua simpatia e medalhas - cruz de ferro - a principal condecoração aos “executivos” de medidas tão importantes.

Voltando ao bispo Richard... e ao anti-semita ultra-conservador Marcel... que ordenou bispos, sem autorização do papa João Paulo II - inclusive eram contra o Concílio Vaticano 2 [1962-65] e por isso excomungados imediatamente.

Em resposta a reabilitação, o grande rabinato de Israel cortou todos os laços com o Vaticano. Perguto - temos que começar tudo outra vez?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Ataques colocam trégua em risco

Folha de São Paulo 28/01/2009

O jornal destaca na primeira pág.. abaixo:

<Obama dá sua primeira entrevista no cargo a TV árabe> Obama disse que EUA não são “inimigos” dos muçulmanos e que o trabalho de seu enviado ao oriente médio será “ouvir”

Destaco: se “ouvir” resolvesse problemas principalmente no oriente medio, eles estariam resolvidos a mais de 60 anos.

Mas essa pequena manchete: Ataques em Gaza matam 2 e ameaçam a trégua

O enviado especial Raphael Gomide, relata: a explosão de uma bomba,na fronteira de Gaza com Israel matou um soldado israelense, feriu três militares e elevou a tensão na região que vive trégua frágil. Israel reagiu com um ataque aéreo, matando um palestino e ferindo gravemente outro. ”Que desproporção,” um militar morto e 3 feridos é de lamentar? Simplesmente uma única palavra ”não” define. O Hamas insiste em não reconhecer Israel - portanto, já que “ouvir” não resolve vamos ao embate – caso os radicais do Hamas continuem a lançar foguetes sobre cidades de Israel, a resposta militar causará tais estragos em Gaza “que seus mártires irão todos ao paraíso”mas haverá tantas virgens,para consolá-los”? Isto dito ironicamente: é uma pergunta a exigir resposta adequada.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Plano Saudita

Folha de São Paulo - 25/01/2009

Pg.a26 - Mundo

“Crise reaviva plano saudita para obter a paz na região”, de Samy Adghirni

Da reportagem local

Em meio a debates em como reatar o dialogo entre israelenses e palestinos, aumenta a pressão para trazer de volta ás negociações um ambicioso plano apresentado a 7 anos pela Arábia Saudita,para pacificar de vez o Oriente Médio. A iniciativa de paz árabe, surgiu na cúpula árabe de Beirute em 2002, para mostrar a disposição em romper de vez com a rejeição a Israel, endossado então por todos lideres da região,inclusive países arquiinimigos de Israel como Iraque e síria. O plano oferece a paz definitiva e o reconhecimento formal do Estado de Israel pelos 22 países da Liga Árabe. Em contrapartida Israel deve se retirar de todos territórios ocupados na guerra dos 6 dias - Jerusalém oriental – Cisjordânia – Gaza - Colinas do Golan na e as fazendas de Sheeba - aceitar um estado palestino em Gaza e Cisjordânia com Jerusalém Oriental como capital. O plano pede também o reconhecimento de retorno dos palestinos expulsos de suas terras após a criação de Israel em 1948-mas sugere que parte dos 4 milhões de refugiados seja indenizada em vez de voltar.

Esse acordo de paz é um insulto à inteligência dos governantes israelenses.

Israel travou 4 guerras contra esses mesmos países árabes - cujo objetivo único - jogar os judeus ao mar. Venceu todas batalhas - para se auto afirmar a soberania - votada em 1947 na ONU pela esmagadora maioria dos países civilizados. Essas guerras custaram muitas vidas de soldados e civis. Se os países árabes querem a paz - que seja incondicional – como feita na segunda guerra mundial entre forças aliadas e as forças do eixo - Alemanha-nazista - Itália fascista e o Japão.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Sobre Hilel e Pôncio Pilatos

Esse tópico foi retirado do livro “Uma Historia do Povo Judeu” – de autoria de Hans Borger

Dizia Hilel:

“Aquele que corre atrás de muita fama, perde-a.

Quem não aumenta seus conhecimentos,diminui-o.

Ame a paz, ame os homens, aproxime-o da Torah.”

Ao contrario de Shamai, Hilel favorecia o proselitismo e conta-se que, um dia foi procurado por um pagão, que lhe ensinasse toda torah “enquanto se equilibrasse em cima de um pé só, Hilel respondeu: “não faça a teu próximo o que é odioso para ti” - esta é toda a Torah, o resto é comentário” - comentário, no caso, significando é vá e estude.

A atuação de Hilel encerrou-se quando o procurador esta sendo mais uma vez substituído. “Um bom pastor tosa suas ovelhas,mas não ás esfola” foi mais uma das máximas que o imperador Tibério, com o que demitiu Valerio Grato, e nomeou Pôncio Pilatos. Já no início da gestão do procurador provou-se desastrosa. Pilatos deu ordem a seus soldados que entrassem em Jerusalém portando estandartes legionárias com a efígie do imperador, com o que contrariava a praxe de todos seus antecessores - deixa-las de fora do perímetro urbano. Massas de judeus irritadas cercaram então a sede do governo em Cesaréa, protestando o que para eles era uma afronta idólatra. Receando um escândalo logo no começo de seu mandato, Pilatos deu contra-ordem, evitando por pouco um massacre entre os manifestantes.

Outro motivo de constantes atritos, era a guarda das vestes cerimoniais do sumo-sacerdote, exercida pelas autoridades romanas, pois sujeitava a celebração condigna das datas religiosas aos caprichos de um burocrata menor,odiosa evidencia da opressão estrangeira. Um apelo do governador geral da siria, Vitélio, finamente conseguiu que se suspendesse a humilhante custódia. Foi também a Vitélio que os samaritanos se queixaram,depois que Pilatos executou um elevado numero deles, atraídos por um suposto messias para uma cerimônia religiosa no monte Guerizim,o que os tornou suspeitos de uma movimentação rebelde.

Cansado das queixas contra o procurador, Vitélio suspendeu-o do cargo e ordenou seu regresso para Roma, a fim de ser julgado. A caminho Pilatos sumiu sem deixar vestígios, tragado pelo turbilhão que, a aquela hora envolvia a capital imperial devido ao assassinato de Tibério. Nada consta pelo fim do homem que teria lavado suas mãos por uma vida a mais por ele condenado à cruz.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Escolhas difíceis

Folha de São Paulo-23/01/2009

Pg.A12 - Questão Palestina Impõe Escolhas Difíceis

Governo Obama terá que decidir se apóia governo de união nacional ou se mantem política de isolamento total do Hamas.

Minha opinião: o governo israelense tem reiteradamente opinado,que não negocia com grupos terroristas-apesar do Hamas em eleição democrática em 2005 ser eleito, mas não honrou seu mandato, não reconhecendo a existência do Estado de Israel, portanto não tem as mínimas condições e isenção de participar de um governo de união nacional,com a OLP de Mahamud Abbas. Ponto final.